Oi Malvadinhas!
Mais um capitulo do Taemin marginal.
Não se preocupem porque ele sabe cuidar muito bem do riquinho dele 😈
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A noite caiu pesada sobre o morro, mas em vez de silêncio, veio a batida. O som grave do beat ecoava pelas vielas como um chamado selvagem para o baile que estava começando.
O playboy estava engraçado usando as roupas do traficante. Mas mesmo assim, Taemin olhou pra cara dele e gostou do resultado.
— Porra tu ficou mó gatinho de mandrake, Yoongi. Para de usar essas roupas caras de playboy. — O bandido sorriu avaliando o corpo de cima a baixo. — Tu ficou uma delicinha.
Yoongi nem sequer sabia o que era um mandrake, mas agradeceu o elogio com um sorrisinho. Pelo menos Taemin estava gostando cada vez mais dele e a chance de encerrar a noite com um tiro na testa diminuía ainda mais.
A bermuda colorida não combinava em nada com o estilo de Yoongi, que frequentemente era "all black". Por causa disso ele pediu algum casaco para Taemin, que lhe passou uma jaqueta preta. Pronto, agora ele se sentia um pouco melhor.
Taemin se vestiu na frente dele, que observou o corpo magro e atlético do traficante imaginando se eles realmente iriam transar mais tarde como o Malvadão comunicou. Ele colocou um casaco com capuz preto que, em contraste com o cabelo loiro, o deixou ainda com mais cara de bandido.
A arma foi guardada na parte traseira da calça como de costume, enquanto a "outra Glock" dele foi arrumada para a direita na calça. Não dava para negar que Taemin tinha elegância ao se vestir de criminoso. Era... Excitante ver ele. E mais excitante ainda era quando ele olhava com aqueles olhos de fogo e falava que mais tarde iria "te pegar de jeito".
Os dois saíram juntos do quarto e quando Taemin olhou os capangas dele no corredor ele perguntou:
— Onde está Key?
Logo se ouviu um burburinho e movimentação, e então Key surgiu. Ele tinha um rosto bonito com o nariz fino. Poderia ser modelo se não estivesse trabalhando como "garoto de recados" do chefe da boca de fumo.
— Aqui, chefe. — Key chegou esbaforido.
— O Argentino te deu o dinheiro? — Taemin perguntou sério.
— Sim. Ele aceitou entregar e eu conferi, está certo. — Key respondeu firme.
— Tá vendo? Eu sabia que ele não teria culhões de recusar uma ordem minha. — Taemin falou para Key, mas olhou imediatamente para Yoongi como se quisesse dar um exemplo de como o respeitavam. — Quem tem cu tem medo, principalmente na hora de me desobedecer...
Yoongi estava nervoso, e quando Taemin o tirou da casa para andar na rua, o coração do riquinho estava mais acelerado do que antes. Ele se sentia mais seguro no quarto do Malvadão com sua Glock na boca (tanto a de metal quanto a de carne) do que andando pela favela à luz da lua.

Lá de cima do morro, onde ficava a casa do Malvadão, dava pra ver as luzes piscando no baile, o povo descendo as ladeiras, os copos de bebida colorida brilhando nas mãos, e o calor. Esse era o tipo de calor que não vinha só do clima, mas da pele, dos corpos, da música e do desejo acumulado. Todo mundo queria extravasar ali.
— Vai me levar mesmo nesse tal baile? — Yoongi perguntou enquanto eles andavam na rua sem iluminação pública.
Taemin passou por ele com um sorriso preguiçoso e dominador.
— Não é "tal baile", é o baile. E hoje é especial. — Taemin o olhou sorrindo e continuou: — MC Jota vai comandar o baile. Ele só pisa aqui na favela quando eu deixo. E hoje... eu deixei ele vir.
Yoongi arqueou uma sobrancelha, curioso.
— MC quem?
— Jota. É cria do morro. Eu banquei o primeiro clipe dele — Taemin respondeu com orgulho contido. — Hoje é dia de quebrada mostrar que também tem realeza, que também exporta sucesso. Eu quero que você veja como funciona.
Yoongi não tinha como recusar, então assentiu com a cabeça. Ele viu muita gente feliz e empolgada, mas também viu algumas pessoas mal encaradas que o olhavam como se perguntassem:
De onde saiu isso?
O que ele faz aqui?
Quem deixou entrar?
Ele estava deslocado, mas nesse momento agradeceu por estar usando as roupas de Taemin. Elas o ajudavam a se camuflar e ficar um pouco menos destoante daquilo tudo. Se ele estivesse usando as suas roupas, certamente a reação das pessoas seria muito pior.
E ao mesmo tempo que estranhavam ele, comentavam sobre ele estar acompanhando o Malvadão.
É o novo cara do chefe?
É a marmita da noite?
Então hoje ele não vai querer mulher, né?

Desceram juntos os becos iluminados por LEDs improvisados, os olhares se virando imediatamente quando Taemin apareceu. Os seguranças abriram caminho. Motos aceleravam de leve em saudação. Meninas dançavam no meio da rua, olhando pro chefe do morro como se o convidassem para se divertir. O som ficava mais forte a cada passo e as batidas faziam o chão vibrar sob os seus pés.
Yoongi tentava parecer à vontade, mas tudo ali era um universo novo e selvagem demais para ele. E no centro daquilo tudo, o Malvadão reinava. Era a zona de conforto dele, território dele, enquanto Yoongi era um riquinho acuado.
Música para entrar no clima.
Chegando no baile, Taemin estendeu o braço pra Yoongi sem dizer nada. O riquinho hesitou... e aceitou. Taemin o puxou até o meio da bagunça, numa área reservada como se fosse um camarote vivo do Malvadão, onde apenas os caras dele podiam ficar.
No palco improvisado do baile, o DJ gritou para todos no microfone:
— O terror voltou! A cria da favela! O MC mais picareta do Brasil! Faz barulho pro Jotaaaaaaaa!
A multidão explodiu em gritos e mãos no ar. Yoongi se arrepiou com aquela energia e olhou para o palco esperando ver o tão famoso Jota, que todo mundo conhecia menos ele.

MC Jota surgiu no palco com o microfone em punho e as pessoas foram ao delírio. O beat estourou alto, e o funk começou. Pesado, envolvente, safado. Era música proibidona pra dançar com o corpo e com os pecados.
Yoongi olhou pro lado. Taemin estava ali, colado nele, olhando a reação do riquinho com uma confiança que era quase agressiva. Algumas pessoas se roçavam e se enfiavam entre eles dois, mas Taemin reclamou e fez abrirem espaço. Se alguém iria roçar em alguém, seria ele no playboy dele.
Quando Yoongi viu Taemin mandar ninguém se meter entre eles, a raiva no semblante do Malvadão fez ele parecer mais interessante, mais perigoso.
— Curtiu? — Taemin perguntou no ouvido dele, puxando pela cintura, a boca quase roçando sua orelha.
— É mais intenso do que eu esperava.
— Tudo aqui é mais intenso.
O MC Jota era realmente bonito. Ele cumprimentou Taemin do palco, saudando o dono da quebrada.
— E o vulgo Malvadão me convidou... E como nega um convite do Malvadão? — Jota gritou e as pessoas explodiram vibrando.
Taemin levantou os braços rindo e cumprimentando a platéia do baile dele, que gritava um coro de "vai, vai, Malvadão". Jota continuou falando:
— É muito bom voltar aqui onde tudo começou. E melhor ainda é ver que o Chefe está fazendo um ótimo trabalho na comunidade! Assim como eu estourei aqui, eu sei que muito moleque vai estourar um dia também!
As pessoas aplaudiram as palavras do MC e ele sorriu sedutor antes de começar a próxima música. Eu já falei que ele era realmente bonito? Falei... Mas é bom repetir.

E naquela batida, no meio da quebrada, todos os olhos estavam alternando entre o MC Jota que comandava o baile, e o Malvadão que cercava o seu riquinho sem deixar ninguém se aproximar dele. Yoongi nesse momento percebeu: ele estava dentro do mundo de Taemin.

Só que ali ele não era seu refém. Mas também não era "hóspede" como Taemin disse... Ele estava ali mais como escolhido.
— Você gostou dele?
Yoongi se assustou ao receber a voz de Taemin em seu ouvido e aquilo trouxe um arrepio que percorreu toda a sua coluna.
— Quê? — Yoongi virou de frente para ele.
Taemin se aproximou como se fosse o abraçar e levou o rosto para seu pescoço. Ele tinha que falar no ouvido de Yoongi, senão ele não iria ouvir com todo o batidão que rolava ao redor deles. Mas ao mesmo tempo que Taemin precisava falar contra seu ouvido, ele estava aproximando o corpo mais do que o necessário. Yoongi achou que ele iria o beijar e retesou.
Mas Taemin apenas encostou a boca na orelha dele, deixando os lábios encostarem e roçarem no lóbulo dele ao falar.
— Perguntei se você gostou do Jota.
— Ele é um bom MC. — Yoongi respondeu também próximo à orelha de Taemin.
— Eu acho bom você não ter achado ele bonito. — Taemin rosnou contra o ouvido do riquinho.
O que era isso? Ele estava com sentimento de posso em cima de Yoongi. Apenas de tê-lo conhecido hoje, Taemin pegou o riquinho como propriedade sua. Ele iria fazer o que quisesse com ele e não queria mais ninguém mexendo nas suas gavetas.
— Eu... Eu nem reparei. — Yoongi mentiu. Claro que ele achou o Jota bonito.
— Não brinca comigo, seu moleque. Você é meu. — Taemin falou e beijou a orelha dele o fazendo arrepiar.
— Eu nem deveria estar aqui... Eu posso ir embora? — Yoongi perguntou.
— Não! Você vai beber e comer comigo!

Taemin se virou com a mão para cima fazendo um gesto para seus capangas e logo chegaram bebidas para eles. Ele entregou uma para Yoongi e o fez brindar as garrafas antes de beber no gargalo. Em segundos chegou uma bandeja de churrasco com muita carne cortada para eles comerem.
— Você não tava com fome, branquinho? — O traficante perguntou e soltou um sorriso para ele.

Yoongi estava mesmo com fome. Ele assentiu com a cabeça e pegou um pedaço de carne e... Meu Deus. Era muito bom. A barriga dele roncou quando ele engoliu o primeiro pedaço e, tentando não parecer desesperado, ele continuou comendo mais.
O loiro estava bem bonito naquele lugar. A cara de marra, os olhos perigosos, ele impunha respeito e todo mundo respeitava. Yoongi estava de acompanhante do cara que mandava e desmandava em tudo ali. Ao lado do Taemin era o lugar mais seguro que ele poderia estar.
Taemin riu satisfeito ao ver Yoongi comendo o churrasco com vontade, e acendeu um cigarro olhando para ele. Taemin fumou na frente de todo mundo, assim como várias pessoas também estavam fazendo naquela festa.
— Vem aqui... — Taemin chamou puxando Yoongi para perto dele pelas roupas.
O Malvadão puxou o cigarro com força e segurou a fumaça dentro da boca. Depois depois levou os lábios até os de Yoongi como se o beijasse, abriu a boca dele com a ponta do polegar, e soprou toda aquela fumaça entorpecente para dentro dele. E Yoongi, meio sem entender o que estava acontecendo, aceitou a sugestão e tragou a fumaça que saía da boca do chefe do morro.
O corpo dele foi tomado por uma calma instantânea, paz.
— Bom menino... — Taemin sorriu bobo para ele.
Eles continuaram ali, bebendo, comendo, fumando.
O baile estava no auge. A batida do funk do Jota vibrava no chão abaixo deles, marcando o ritmo da música. Gente dançava colada, bebidas voavam, quando de repente Taemin se afastou de Yoongi.
O riquinho olhou estranhando, pois Taemin estava colado nele desde o início. Ele viu que um cara da segurança sussurrou algo no ouvido do Malvadão. Sério e rápido, Taemin assentiu e o seguiu, cortando o povo com aquele andar firme de quem manda no lugar. Yoongi ficou onde estava, sozinho por talvez... uns trinta segundos?
E foi aí que o pensamento veio.
"Agora. Se for pra tentar sair daqui... tem que ser agora."
O peito de Yoongi apertou. Ele ia tentar fugir do Malvadão.
Yoongi olhou em volta: ninguém prestava atenção nele nesse momento, apenas gritavam para o MC que dava a vida no palco. Todos estavam ocupados demais dançando, rindo, flertando, se perdendo no som. Taemin sumiu entre as luzes do palco e os corredores improvisados da favela. Era a chance de Yoongi, isso não iria se repetir.
Ele virou de costas, devagar, tentando não chamar atenção das pessoas ao redor. Respirou fundo quando saiu de mansinho da área restrita do chefe do morro e entrou no meio da multidão enlouquecida pela música.
Cada passo parecia difícil de dar, ele esperou sentir a mão de algum capanga o segurar pelo ombro, mas ninguém o parou.
Yoongi se afastou o suficiente para poder correr. Desceu dois becos, virou uma esquina, passou por um grupo de garotas semi0-nuas tirando selfies. O coração dele batia tão forte que ele o sentia na garganta.
"Tá funcionando... Tô saindo daqui. Só preciso chegar na pista e pedir um uber."
Não era só a adrenalina da fuga — era o peso de deixar pra trás o olhar perigoso e intenso de Taemin. O toque firme. O beijo que ainda queimava na boca. A sensação de ser desejado por alguém que podia ter tudo, mas escolheu ele.
Só que lá dentro do peito, algo doía. Uma parte dele hesitava em fugir do Malvadão. Talvez porque ele realmente estava gostando do flerte e da sacanagem, talvez porque ele estava curioso sobre transar com ele essa noite, talvez porque aquela adrenalina misturada com tesão era super excitante... Mas o cara era um criminoso, assassino.
Nesse momento o coração de Yoongi levou uma fisgada.
"Ele é um criminoso assassino... E quando ele ver que eu fugi, ele vai me caçar e me matar." fodeu. A cabeça de Yoongi deixou ele desesperado.
Ainda assim, Yoongi seguiu correndo. Mais um beco, mais uma viela, ele estava quase lá. Só que, no morro do Malvadão, ninguém saía sem ele saber.
— Aonde você pensa que vai?
O peito de Yoongi gelou e ele se virou de costas para encarar Taemin. Mas quando o olhou, era outro homem, um desconhecido, e não o chefe do morro.
— Desculpa? Não entendi. — Yoongi respondeu arfando após correr tanto.
— Aonde você pensa que vai? Você não vai sair. — Mais dois caras apareceram saindo de um vão escuro entre duas casas
— Cara, eu só tô de passagem... — Yoongi virou de costas e tentou continuar andando.
Mas então ele sentiu um empurrão nas costas e caiu. Quando ele olhou, os três homens o cercaram rindo.
— Cadê seu celular? Passa o celular. — Um deles mandou agressivo.
— E esse tênis? Porra é o meu número. Passa esse tênis de bacana também. — Um dos outros caras falou.
— Eu não estou com celular! — Yoongi mentiu. O aparelho estava na cueca dele.
— Você vai fazer eu meter a mão em você até encontrar? — Um dos homens perguntou irritado e foi para cima de Yoongi com um canivete na mão.
O playboy tentou se proteger para que o homem não pusesse as mãos nele, enquanto os outros dois riram observando mais de longe. O medo de morrer pela lâmina daquele marginal era terrível e Yoongi já se arrependia terrivelmente de ter saído do lado do Malvadão.
— Bora comer ele. Ele tem pele de bebê. — Yoongi ouviu um dos caras falando e entrou em desespero.
Ele não queria dar pro Taemin no quarto chique dele, para ser estuprado por três bandidos em um beco?
— Tira as mãos de mim! — Yoongi gritou.
— Fica quieto senão eu te furo! — O bandido gritou de volta com o canivete na mão.
Foi quando ouviram um barulho alto de carro cantando os pneus. O veículo entrou em cima deles, batendo nos dois caras que estavam de pé observando e derrubando eles no chão.
Yoongi se desesperou achando que iria morrer e o bandido do canivete que estava em cima dele procurando o celular, se virou assustado para ver o que tinha acontecido.
Era ele, o Malvadão foi buscar o playboy dele.
E Taemin estava no carro, lindo, com os olhos encharcados de ódio e o capuz preto na cabeça.


Ele simplesmente olhou para fora do carro, observando os dois atropelados levantando do chão e o cara com o canivete ainda segurando Yoongi.
— Que caralhos vocês acham que estão fazendo com ele? — Taemin perguntou e a voz dele deixou os quatro com medo, pois Yoongi sabia que levaria um corretivo por tentar fugir.
Os caras tentaram fugir, mas Taemin ordenou que ficassem onde estavam.
— Se correr eu atiro. Se não correr, eu decido se vou atirar ou não. — A voz dele fez os três bandidos congelarem.


— Taemin... Me ajuda. — Yoongi falou com olhos assustados no chão. — Por favor, me ajuda.
Ele olhou para Yoongi com os olhos mais perigosos que ele tinha. O playboy jogado no chão, usando aquelas roupas dele, a cara de assustado e a boca entreaberta.
— Como você me chamou? — Taemin perguntou o olhando fixamente.
— ...Malvadão... Desculpe, me confundi. — Yoongi nem percebeu que tinha chamado ele pelo nome e não pelo vulgo apelido.
— Se arrependeu de fugir de mim?
— Sim! Muito! Por favor, me leva de volta, Malvadão. Eu faço tudo o que você mandar.
Taemin abriu a porta do carro e desceu, enquanto seus homens continuaram no veículo esperando o que ele iria fazer.
Ele andou até onde Yoongi e os bandidos estavam, levou a mão para as costas e o riquinho teve certeza que ele sacaria uma arma.
E conforme Yoongi imaginou, ele tirou do cós da calça jeans um 38 cromado, não a sua Glock habitual.


Taemin estava ali como um demônio saído do inferno. Jaqueta aberta, arma na mão, o olhar pegando fogo.
— Vocês mexeram com o que é meu. — Ele falou para os caras.
Não gritou. Disse baixo, mas cada sílaba parecia pesar toneladas. O chefe do morro apontou lentamente o três oitão para o bandido que estava com o canivete na mão.
— Levanta do chão, branquinho. Vem pra cá que eu cuido de você. — Ele falou para Yoongi, mas sem desviar os olhos do ladrão.
O playboy se levantou rápido e correu para trás de Taemin como se ele fosse sua fortaleza. Ele bateu as mãos na roupa se limpando enquanto o coração continuava acelerado, quase saindo pela boca.

E quando ele olhou Taemin ali, com aquele porte de vilão, a arma em punho o salvando, ele sentiu um desejo louco por ele. Aquele bandido teve inúmeras chances de acabar com ele, mas tinha apenas o beijado loucamente e gemido de prazer.
De repente Yoongi nem queria mais ir embora. Agora ele realmente queria passar a noite no quarto do Malvadão.
— O que eles falaram que iam fazer com você? — Taemin perguntou.
— Roubar meu celular... Meu tênis... E me comer. — A última parte Yoongi falou bem baixinho, por vergonha de proferir aquelas palavras em voz alta.
— Te comer? — Taemin perguntou sem desviar os olhos dos bandidos e com a arma ainda apontada para eles.
— Sim...


— Branquinho, quem disse que ia te comer? — Taemin perguntou. — Qual dos três?
Yoongi olhou para os homens e falou apontando com o indicador:
— Aquele de amarelo.
Tiro.
Instantaneamente Taemin atirou no homem, que caiu se debatendo no chão ao pé dos amigos.
— Meu Deus, Taemin! — Yoongi gritou e tapou a boca com as duas mãos. — Vo-você matou o cara?
— Ainda não. Ele vai demorar um pouco pra morrer... — Taemin falou avaliando o homem baleado no chão.
Ele lidava com a morte com uma banalidade surpreendente. Para ele era algo super comum, e se ele precisasse matar mais, mataria mais.
— E esse aqui com o canivete? O que ele fazia em cima de você? Ele te ameaçou? — Taemin perguntou sem tirar os olhos do homem.
— Desculpa... Eu prefiro não falar. — Yoongi respondeu baixinho.
Ele estava em pânico de falar e Taemin matar o cara também. Yoongi se arrependeu de apontar para o cara de amarelo, que agora terminava de agonizar no chão. Se ele soubesse que o bandido iria atirar sem nem falar com o homem primeiro, ele não teria contado.
— Tu tá com pena deles, playboy? — Taemin perguntou indignado e dessa vez ele olhou para Yoongi ao falar com ele. — Você acha que eles iriam ter pena de você?
Taemin baixou a arma e virou de frente para Yoongi. Levantou a mão em um movimento rápido e segurou o queixo dele para o olhar nos olhos. Aqueles olhos frios estavam com uma faísca de ódio nas pupilas dilatadas dele.
— Eu salvei a sua vida, caralho.
— Eu sei, Taemin... Obrigado! Muito obrigado. — Yoongi agradeceu sincero.
— Eu vou matar eles com você falando ou não. Porque eles são conhecidos daqui e eu não aceito que roubem ou estuprem na minha favela. Eles vão morrer de qualquer forma, você entendeu?
Yoongi assentiu com a cabeça.
— Ou eu mato agora com um tiro rápido, ou eu deixo meus homens cuidarem disso e eles viram fogueira de pneus durante a madrugada.
O playboy arregalou os olhos, pois ele achava que isso de queimar pessoas em pneus era coisa de filme. Ele piscou algumas vezes e assentiu para o chefe do morro.
— Taemin... Malvadão, nem sei mais... É o seu morro. É você que decide quem vive e quem morre. — Yoongi respondeu o encarando.
Taemin ergueu as sobrancelhas e sorriu surpreso.
— Nossa, playboy... Agora eu gostei. É isso mesmo, sou eu quem decide. Fala pra mim o que o cara do canivete falou pra você.
— Ele disse pra eu entregar o celular e ficar parado senão ele iria me furar... — Yoongi contou receoso.
Taemin olhou para o chão e se virou erguendo novamente o revolver e apontando para o cara. Ele subiu a mira da arma da barriga para o rosto do homem, que agora implorava pela vida.
— É mentira! Eu não falei nada disso!
Tiro.
Taemin acertou o disparo entre os olhos do homem que, diferente do amigo de amarelo, morreu na hora. Despencou no chão já completamente inerte e sem vida.
O terceiro homem estava em desespero agora, e se ajoelhou pedindo para ser poupado. Taemin apontou a arma para ele, mas Yoongi tocou no antebraço do dono da boca e baixou a mão com o revolver.
— Acredita em mim? Esse não fez nada. — Yoongi falou.
— Ele não te ameaçou?
— Não, juro pra você. E eu acredito que ver os amigos morrerem deve ter feito ele repensar as atitudes. Dá outra chance pra ele... — Yoongi pediu puxando a manga do casaco do traficante e Taemin o olhou nos olhos por alguns segundos avaliando se deveria ou não dar ouvidos àquele playboy, que nem sequer pertencia àquele lugar.
— Sabe de uma coisa? Você me amoleceu. — Taemin sorriu com os lábios para Yoongi. — Jorge! Quantos ladrões eu já poupei aqui no morro?
Taemin gritou virando a cabeça em direção ao carro que aguardava com a porta aberta. E o motorista se abaixou no banco do passageiro para olhar para eles e responder.
— Nenhum, senhor.
— Viu? Você acabou de me fazer poupar o primeiro ladrão. — Ele falou para Yoongi. Depois olhou para o cara que chorava de joelhos e disse: — Some antes que eu mude de ideia e endureça de novo.
O homem levantou e correu, deixando os corpos dos amigos para trás. Taemin então olhou para Yoongi com os olhos faiscando.
— Você tentou fugir de mim. E olha onde isso te levou.
Yoongi abriu a boca para responder algo, mas nada saiu. Estava com vergonha, mas também estava com medo daquele olhar furioso do Malvadão.
Taemin passou a mão nos cabelos loiros, se afastando meio segundo, respirando fundo.
— Eu devia deixar você aqui, pra aprender. Mas não vou.
Ele puxou o riquinho com força, passando o braço pelo ombro dele como se o acolhesse.
— Porque mesmo quando me irrita... Você ainda é meu.
Taemin apontou para o carro, o mandando entrar. O playboy obedeceu e Taemin entrou no banco traseiro junto com ele. Jorge ligou o carro para sair dali, e os outros dois capangas de Taemin que estavam com eles, ficaram para trás para dar fim aos corpos.
Taemin colocou a mão na coxa de Yoongi e apertou, fazendo o playboy olhar para ele. Ele então aproximou o rosto até quase o beijar.
— Por que você fugiu? — A voz de Taemin saiu gelada.
— Eu estava com medo. Me perdoa. — Yoongi respondeu.
— E se eu não tivesse chegado? Eu ia encontrar seu corpo de manhã na vala? — O bandido perguntou sério.
— Você acha que iam me matar?
— Eu não acho, eu sei que iam.
— Obrigado por ter aparecido! — Yoongi agradeceu verdadeiramente. — De verdade! Eu juro que eu me arrependi antes mesmo de você chegar e fiquei torcendo para que você me encontrasse de alguma forma. Eu juro.
Taemin sorriu e bufou pelo nariz. Meteu a mão na barriga de Yoongi por baixo da camisa e tocou a pele dele, enquanto cheirou a orelha suspirando contra ela.
O riquinho sentiu um arrepio e uma vontade louca de fechar os olhos e se entregar para ele, ali mesmo enquanto Jorge dirigia. A ponta dos dedos do Malvadão correram pela lateral do corpo dele, quando o loiro tocou o seu pescoço com os lábios e o chupou lentamente usando a língua.
Yoongi deixou um gemidinho escapar, e talvez tenha sido pela fisgada no saco que ele sentiu nesse momento. Apenas usando uma mão e a boca, Taemin tinha feito ele se derreter inteiro naquele carro... Yoongi queria ficar com ele, agora era oficial, ele precisava daquilo.
Yoongi colocou a mão na coxa de Taemin e a deslizou subindo até a virilha dele, sentindo a arma bonita (e natural) que ele carregava ali. O traficante fez o mesmo, tirou a mão que tocava a barriga de Yoongi, e a desceu até o pau dele.
O playboy gemeu e instantaneamente se preocupou por Jorge ter ouvido. Mas como a reação do motorista foi neutra, Yoongi imaginou que ele já viu Taemin agarrando muitas pessoas naquele carro.
— Taemin... — Yoongi murmurou sentindo os beijos de Taemin no seu pescoço, orelha e lábios. — Por favor...
— Por favor o que? Vai me pedir pra parar?
— Não...
Eles estavam suando. O coração batia forte pela adrenalina com os bandidos no beco e pelo tesão. Tinha sido muita coisa de uma só vez.
— Por favor o que então? — Taemin perguntou esfregando o nariz na bochecha dele.
— Eu quero transar com você...
— Você quer, branquinho? — Ele sussurrou baixo contra o ouvido dele, quase ronronando como um gato. — Você não tem mais medo de mim agora?
Taemin segurou o rosto dele com o polegar no queixo, e passou a beijar os lábios do riquinho devagar, que retribuiu aquele beijo gostoso no mesmo ritmo.
A mão de Taemin continuava apertando e massageando o pau de Yoongi por cima da roupa. E o riquinho fazia o mesmo, quase masturbando o bandido naquele carro.
— Não tenho medo. — Yoongi respondeu descolando os lábios dos de Taemin.
— Então pede pro Malvadão o que você quer. — Taemin pediu manso, louco de vontade de ouvir as palavras saírem da boca daquele menino rico e bem criado.
— Fode comigo, Malvadão.
— Foder?
— Sim... — Yoongi avançou e tomou o pescoço de Taemin com sua boca. Aquele pescoço longo e bonito dele, que já chamou a atenção de Yoongi desde a primeira vez que ele o viu sem camisa.

Taemin deixou um gemido escapar pelos lábios carnudos ao sentir a boca de Yoongi em seu pescoço e a mão dele em seu pau. O playboy sentiu o corpo dele estremecer e teve certeza que tinha o surpreendido naquele momento.
— É que... Eu não pensei que garotos como você falassem palavras como essa... "foder". — Taemin arfou durante a frase. O clima esquentou muito para ele.
— Tem muitas coisas que você não sabe que "garotos como eu" fazem...
— Jorge... Direto pra minha casa. — Taemin arfou para o motorista, ele assentiu e fez uma curva com o veículo.
Mais um capitulo do Taemin marginal.
Não se preocupem porque ele sabe cuidar muito bem do riquinho dele 😈
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A noite caiu pesada sobre o morro, mas em vez de silêncio, veio a batida. O som grave do beat ecoava pelas vielas como um chamado selvagem para o baile que estava começando.
O playboy estava engraçado usando as roupas do traficante. Mas mesmo assim, Taemin olhou pra cara dele e gostou do resultado.
— Porra tu ficou mó gatinho de mandrake, Yoongi. Para de usar essas roupas caras de playboy. — O bandido sorriu avaliando o corpo de cima a baixo. — Tu ficou uma delicinha.
Yoongi nem sequer sabia o que era um mandrake, mas agradeceu o elogio com um sorrisinho. Pelo menos Taemin estava gostando cada vez mais dele e a chance de encerrar a noite com um tiro na testa diminuía ainda mais.
A bermuda colorida não combinava em nada com o estilo de Yoongi, que frequentemente era "all black". Por causa disso ele pediu algum casaco para Taemin, que lhe passou uma jaqueta preta. Pronto, agora ele se sentia um pouco melhor.
Taemin se vestiu na frente dele, que observou o corpo magro e atlético do traficante imaginando se eles realmente iriam transar mais tarde como o Malvadão comunicou. Ele colocou um casaco com capuz preto que, em contraste com o cabelo loiro, o deixou ainda com mais cara de bandido.
A arma foi guardada na parte traseira da calça como de costume, enquanto a "outra Glock" dele foi arrumada para a direita na calça. Não dava para negar que Taemin tinha elegância ao se vestir de criminoso. Era... Excitante ver ele. E mais excitante ainda era quando ele olhava com aqueles olhos de fogo e falava que mais tarde iria "te pegar de jeito".
Os dois saíram juntos do quarto e quando Taemin olhou os capangas dele no corredor ele perguntou:
— Onde está Key?
Logo se ouviu um burburinho e movimentação, e então Key surgiu. Ele tinha um rosto bonito com o nariz fino. Poderia ser modelo se não estivesse trabalhando como "garoto de recados" do chefe da boca de fumo.
— Aqui, chefe. — Key chegou esbaforido.
— O Argentino te deu o dinheiro? — Taemin perguntou sério.
— Sim. Ele aceitou entregar e eu conferi, está certo. — Key respondeu firme.
— Tá vendo? Eu sabia que ele não teria culhões de recusar uma ordem minha. — Taemin falou para Key, mas olhou imediatamente para Yoongi como se quisesse dar um exemplo de como o respeitavam. — Quem tem cu tem medo, principalmente na hora de me desobedecer...
Yoongi estava nervoso, e quando Taemin o tirou da casa para andar na rua, o coração do riquinho estava mais acelerado do que antes. Ele se sentia mais seguro no quarto do Malvadão com sua Glock na boca (tanto a de metal quanto a de carne) do que andando pela favela à luz da lua.
Lá de cima do morro, onde ficava a casa do Malvadão, dava pra ver as luzes piscando no baile, o povo descendo as ladeiras, os copos de bebida colorida brilhando nas mãos, e o calor. Esse era o tipo de calor que não vinha só do clima, mas da pele, dos corpos, da música e do desejo acumulado. Todo mundo queria extravasar ali.
— Vai me levar mesmo nesse tal baile? — Yoongi perguntou enquanto eles andavam na rua sem iluminação pública.
Taemin passou por ele com um sorriso preguiçoso e dominador.
— Não é "tal baile", é o baile. E hoje é especial. — Taemin o olhou sorrindo e continuou: — MC Jota vai comandar o baile. Ele só pisa aqui na favela quando eu deixo. E hoje... eu deixei ele vir.
Yoongi arqueou uma sobrancelha, curioso.
— MC quem?
— Jota. É cria do morro. Eu banquei o primeiro clipe dele — Taemin respondeu com orgulho contido. — Hoje é dia de quebrada mostrar que também tem realeza, que também exporta sucesso. Eu quero que você veja como funciona.
Yoongi não tinha como recusar, então assentiu com a cabeça. Ele viu muita gente feliz e empolgada, mas também viu algumas pessoas mal encaradas que o olhavam como se perguntassem:
De onde saiu isso?
O que ele faz aqui?
Quem deixou entrar?
Ele estava deslocado, mas nesse momento agradeceu por estar usando as roupas de Taemin. Elas o ajudavam a se camuflar e ficar um pouco menos destoante daquilo tudo. Se ele estivesse usando as suas roupas, certamente a reação das pessoas seria muito pior.
E ao mesmo tempo que estranhavam ele, comentavam sobre ele estar acompanhando o Malvadão.
É o novo cara do chefe?
É a marmita da noite?
Então hoje ele não vai querer mulher, né?
Desceram juntos os becos iluminados por LEDs improvisados, os olhares se virando imediatamente quando Taemin apareceu. Os seguranças abriram caminho. Motos aceleravam de leve em saudação. Meninas dançavam no meio da rua, olhando pro chefe do morro como se o convidassem para se divertir. O som ficava mais forte a cada passo e as batidas faziam o chão vibrar sob os seus pés.
Yoongi tentava parecer à vontade, mas tudo ali era um universo novo e selvagem demais para ele. E no centro daquilo tudo, o Malvadão reinava. Era a zona de conforto dele, território dele, enquanto Yoongi era um riquinho acuado.
Música para entrar no clima.
Chegando no baile, Taemin estendeu o braço pra Yoongi sem dizer nada. O riquinho hesitou... e aceitou. Taemin o puxou até o meio da bagunça, numa área reservada como se fosse um camarote vivo do Malvadão, onde apenas os caras dele podiam ficar.
No palco improvisado do baile, o DJ gritou para todos no microfone:
— O terror voltou! A cria da favela! O MC mais picareta do Brasil! Faz barulho pro Jotaaaaaaaa!
A multidão explodiu em gritos e mãos no ar. Yoongi se arrepiou com aquela energia e olhou para o palco esperando ver o tão famoso Jota, que todo mundo conhecia menos ele.
MC Jota surgiu no palco com o microfone em punho e as pessoas foram ao delírio. O beat estourou alto, e o funk começou. Pesado, envolvente, safado. Era música proibidona pra dançar com o corpo e com os pecados.
Yoongi olhou pro lado. Taemin estava ali, colado nele, olhando a reação do riquinho com uma confiança que era quase agressiva. Algumas pessoas se roçavam e se enfiavam entre eles dois, mas Taemin reclamou e fez abrirem espaço. Se alguém iria roçar em alguém, seria ele no playboy dele.
Quando Yoongi viu Taemin mandar ninguém se meter entre eles, a raiva no semblante do Malvadão fez ele parecer mais interessante, mais perigoso.
— Curtiu? — Taemin perguntou no ouvido dele, puxando pela cintura, a boca quase roçando sua orelha.
— É mais intenso do que eu esperava.
— Tudo aqui é mais intenso.
O MC Jota era realmente bonito. Ele cumprimentou Taemin do palco, saudando o dono da quebrada.
— E o vulgo Malvadão me convidou... E como nega um convite do Malvadão? — Jota gritou e as pessoas explodiram vibrando.
Taemin levantou os braços rindo e cumprimentando a platéia do baile dele, que gritava um coro de "vai, vai, Malvadão". Jota continuou falando:
— É muito bom voltar aqui onde tudo começou. E melhor ainda é ver que o Chefe está fazendo um ótimo trabalho na comunidade! Assim como eu estourei aqui, eu sei que muito moleque vai estourar um dia também!
As pessoas aplaudiram as palavras do MC e ele sorriu sedutor antes de começar a próxima música. Eu já falei que ele era realmente bonito? Falei... Mas é bom repetir.
E naquela batida, no meio da quebrada, todos os olhos estavam alternando entre o MC Jota que comandava o baile, e o Malvadão que cercava o seu riquinho sem deixar ninguém se aproximar dele. Yoongi nesse momento percebeu: ele estava dentro do mundo de Taemin.
Só que ali ele não era seu refém. Mas também não era "hóspede" como Taemin disse... Ele estava ali mais como escolhido.
— Você gostou dele?
Yoongi se assustou ao receber a voz de Taemin em seu ouvido e aquilo trouxe um arrepio que percorreu toda a sua coluna.
— Quê? — Yoongi virou de frente para ele.
Taemin se aproximou como se fosse o abraçar e levou o rosto para seu pescoço. Ele tinha que falar no ouvido de Yoongi, senão ele não iria ouvir com todo o batidão que rolava ao redor deles. Mas ao mesmo tempo que Taemin precisava falar contra seu ouvido, ele estava aproximando o corpo mais do que o necessário. Yoongi achou que ele iria o beijar e retesou.
Mas Taemin apenas encostou a boca na orelha dele, deixando os lábios encostarem e roçarem no lóbulo dele ao falar.
— Perguntei se você gostou do Jota.
— Ele é um bom MC. — Yoongi respondeu também próximo à orelha de Taemin.
— Eu acho bom você não ter achado ele bonito. — Taemin rosnou contra o ouvido do riquinho.
O que era isso? Ele estava com sentimento de posso em cima de Yoongi. Apenas de tê-lo conhecido hoje, Taemin pegou o riquinho como propriedade sua. Ele iria fazer o que quisesse com ele e não queria mais ninguém mexendo nas suas gavetas.
— Eu... Eu nem reparei. — Yoongi mentiu. Claro que ele achou o Jota bonito.
— Não brinca comigo, seu moleque. Você é meu. — Taemin falou e beijou a orelha dele o fazendo arrepiar.
— Eu nem deveria estar aqui... Eu posso ir embora? — Yoongi perguntou.
— Não! Você vai beber e comer comigo!
Taemin se virou com a mão para cima fazendo um gesto para seus capangas e logo chegaram bebidas para eles. Ele entregou uma para Yoongi e o fez brindar as garrafas antes de beber no gargalo. Em segundos chegou uma bandeja de churrasco com muita carne cortada para eles comerem.
— Você não tava com fome, branquinho? — O traficante perguntou e soltou um sorriso para ele.
Yoongi estava mesmo com fome. Ele assentiu com a cabeça e pegou um pedaço de carne e... Meu Deus. Era muito bom. A barriga dele roncou quando ele engoliu o primeiro pedaço e, tentando não parecer desesperado, ele continuou comendo mais.
O loiro estava bem bonito naquele lugar. A cara de marra, os olhos perigosos, ele impunha respeito e todo mundo respeitava. Yoongi estava de acompanhante do cara que mandava e desmandava em tudo ali. Ao lado do Taemin era o lugar mais seguro que ele poderia estar.
Taemin riu satisfeito ao ver Yoongi comendo o churrasco com vontade, e acendeu um cigarro olhando para ele. Taemin fumou na frente de todo mundo, assim como várias pessoas também estavam fazendo naquela festa.
— Vem aqui... — Taemin chamou puxando Yoongi para perto dele pelas roupas.
O Malvadão puxou o cigarro com força e segurou a fumaça dentro da boca. Depois depois levou os lábios até os de Yoongi como se o beijasse, abriu a boca dele com a ponta do polegar, e soprou toda aquela fumaça entorpecente para dentro dele. E Yoongi, meio sem entender o que estava acontecendo, aceitou a sugestão e tragou a fumaça que saía da boca do chefe do morro.
O corpo dele foi tomado por uma calma instantânea, paz.
— Bom menino... — Taemin sorriu bobo para ele.
Eles continuaram ali, bebendo, comendo, fumando.
O baile estava no auge. A batida do funk do Jota vibrava no chão abaixo deles, marcando o ritmo da música. Gente dançava colada, bebidas voavam, quando de repente Taemin se afastou de Yoongi.
O riquinho olhou estranhando, pois Taemin estava colado nele desde o início. Ele viu que um cara da segurança sussurrou algo no ouvido do Malvadão. Sério e rápido, Taemin assentiu e o seguiu, cortando o povo com aquele andar firme de quem manda no lugar. Yoongi ficou onde estava, sozinho por talvez... uns trinta segundos?
E foi aí que o pensamento veio.
"Agora. Se for pra tentar sair daqui... tem que ser agora."
O peito de Yoongi apertou. Ele ia tentar fugir do Malvadão.
Yoongi olhou em volta: ninguém prestava atenção nele nesse momento, apenas gritavam para o MC que dava a vida no palco. Todos estavam ocupados demais dançando, rindo, flertando, se perdendo no som. Taemin sumiu entre as luzes do palco e os corredores improvisados da favela. Era a chance de Yoongi, isso não iria se repetir.
Ele virou de costas, devagar, tentando não chamar atenção das pessoas ao redor. Respirou fundo quando saiu de mansinho da área restrita do chefe do morro e entrou no meio da multidão enlouquecida pela música.
Cada passo parecia difícil de dar, ele esperou sentir a mão de algum capanga o segurar pelo ombro, mas ninguém o parou.
Yoongi se afastou o suficiente para poder correr. Desceu dois becos, virou uma esquina, passou por um grupo de garotas semi0-nuas tirando selfies. O coração dele batia tão forte que ele o sentia na garganta.
"Tá funcionando... Tô saindo daqui. Só preciso chegar na pista e pedir um uber."
Não era só a adrenalina da fuga — era o peso de deixar pra trás o olhar perigoso e intenso de Taemin. O toque firme. O beijo que ainda queimava na boca. A sensação de ser desejado por alguém que podia ter tudo, mas escolheu ele.
Só que lá dentro do peito, algo doía. Uma parte dele hesitava em fugir do Malvadão. Talvez porque ele realmente estava gostando do flerte e da sacanagem, talvez porque ele estava curioso sobre transar com ele essa noite, talvez porque aquela adrenalina misturada com tesão era super excitante... Mas o cara era um criminoso, assassino.
Nesse momento o coração de Yoongi levou uma fisgada.
"Ele é um criminoso assassino... E quando ele ver que eu fugi, ele vai me caçar e me matar." fodeu. A cabeça de Yoongi deixou ele desesperado.
Ainda assim, Yoongi seguiu correndo. Mais um beco, mais uma viela, ele estava quase lá. Só que, no morro do Malvadão, ninguém saía sem ele saber.
— Aonde você pensa que vai?
O peito de Yoongi gelou e ele se virou de costas para encarar Taemin. Mas quando o olhou, era outro homem, um desconhecido, e não o chefe do morro.
— Desculpa? Não entendi. — Yoongi respondeu arfando após correr tanto.
— Aonde você pensa que vai? Você não vai sair. — Mais dois caras apareceram saindo de um vão escuro entre duas casas
— Cara, eu só tô de passagem... — Yoongi virou de costas e tentou continuar andando.
Mas então ele sentiu um empurrão nas costas e caiu. Quando ele olhou, os três homens o cercaram rindo.
— Cadê seu celular? Passa o celular. — Um deles mandou agressivo.
— E esse tênis? Porra é o meu número. Passa esse tênis de bacana também. — Um dos outros caras falou.
— Eu não estou com celular! — Yoongi mentiu. O aparelho estava na cueca dele.
— Você vai fazer eu meter a mão em você até encontrar? — Um dos homens perguntou irritado e foi para cima de Yoongi com um canivete na mão.
O playboy tentou se proteger para que o homem não pusesse as mãos nele, enquanto os outros dois riram observando mais de longe. O medo de morrer pela lâmina daquele marginal era terrível e Yoongi já se arrependia terrivelmente de ter saído do lado do Malvadão.
— Bora comer ele. Ele tem pele de bebê. — Yoongi ouviu um dos caras falando e entrou em desespero.
Ele não queria dar pro Taemin no quarto chique dele, para ser estuprado por três bandidos em um beco?
— Tira as mãos de mim! — Yoongi gritou.
— Fica quieto senão eu te furo! — O bandido gritou de volta com o canivete na mão.
Foi quando ouviram um barulho alto de carro cantando os pneus. O veículo entrou em cima deles, batendo nos dois caras que estavam de pé observando e derrubando eles no chão.
Yoongi se desesperou achando que iria morrer e o bandido do canivete que estava em cima dele procurando o celular, se virou assustado para ver o que tinha acontecido.
Era ele, o Malvadão foi buscar o playboy dele.
E Taemin estava no carro, lindo, com os olhos encharcados de ódio e o capuz preto na cabeça.
Ele simplesmente olhou para fora do carro, observando os dois atropelados levantando do chão e o cara com o canivete ainda segurando Yoongi.
— Que caralhos vocês acham que estão fazendo com ele? — Taemin perguntou e a voz dele deixou os quatro com medo, pois Yoongi sabia que levaria um corretivo por tentar fugir.
Os caras tentaram fugir, mas Taemin ordenou que ficassem onde estavam.
— Se correr eu atiro. Se não correr, eu decido se vou atirar ou não. — A voz dele fez os três bandidos congelarem.
— Taemin... Me ajuda. — Yoongi falou com olhos assustados no chão. — Por favor, me ajuda.
Ele olhou para Yoongi com os olhos mais perigosos que ele tinha. O playboy jogado no chão, usando aquelas roupas dele, a cara de assustado e a boca entreaberta.
— Como você me chamou? — Taemin perguntou o olhando fixamente.
— ...Malvadão... Desculpe, me confundi. — Yoongi nem percebeu que tinha chamado ele pelo nome e não pelo vulgo apelido.
— Se arrependeu de fugir de mim?
— Sim! Muito! Por favor, me leva de volta, Malvadão. Eu faço tudo o que você mandar.
Taemin abriu a porta do carro e desceu, enquanto seus homens continuaram no veículo esperando o que ele iria fazer.
Ele andou até onde Yoongi e os bandidos estavam, levou a mão para as costas e o riquinho teve certeza que ele sacaria uma arma.
E conforme Yoongi imaginou, ele tirou do cós da calça jeans um 38 cromado, não a sua Glock habitual.
Taemin estava ali como um demônio saído do inferno. Jaqueta aberta, arma na mão, o olhar pegando fogo.
— Vocês mexeram com o que é meu. — Ele falou para os caras.
Não gritou. Disse baixo, mas cada sílaba parecia pesar toneladas. O chefe do morro apontou lentamente o três oitão para o bandido que estava com o canivete na mão.
— Levanta do chão, branquinho. Vem pra cá que eu cuido de você. — Ele falou para Yoongi, mas sem desviar os olhos do ladrão.
O playboy se levantou rápido e correu para trás de Taemin como se ele fosse sua fortaleza. Ele bateu as mãos na roupa se limpando enquanto o coração continuava acelerado, quase saindo pela boca.
E quando ele olhou Taemin ali, com aquele porte de vilão, a arma em punho o salvando, ele sentiu um desejo louco por ele. Aquele bandido teve inúmeras chances de acabar com ele, mas tinha apenas o beijado loucamente e gemido de prazer.
De repente Yoongi nem queria mais ir embora. Agora ele realmente queria passar a noite no quarto do Malvadão.
— O que eles falaram que iam fazer com você? — Taemin perguntou.
— Roubar meu celular... Meu tênis... E me comer. — A última parte Yoongi falou bem baixinho, por vergonha de proferir aquelas palavras em voz alta.
— Te comer? — Taemin perguntou sem desviar os olhos dos bandidos e com a arma ainda apontada para eles.
— Sim...
— Branquinho, quem disse que ia te comer? — Taemin perguntou. — Qual dos três?
Yoongi olhou para os homens e falou apontando com o indicador:
— Aquele de amarelo.
Tiro.
Instantaneamente Taemin atirou no homem, que caiu se debatendo no chão ao pé dos amigos.
— Meu Deus, Taemin! — Yoongi gritou e tapou a boca com as duas mãos. — Vo-você matou o cara?
— Ainda não. Ele vai demorar um pouco pra morrer... — Taemin falou avaliando o homem baleado no chão.
Ele lidava com a morte com uma banalidade surpreendente. Para ele era algo super comum, e se ele precisasse matar mais, mataria mais.
— E esse aqui com o canivete? O que ele fazia em cima de você? Ele te ameaçou? — Taemin perguntou sem tirar os olhos do homem.
— Desculpa... Eu prefiro não falar. — Yoongi respondeu baixinho.
Ele estava em pânico de falar e Taemin matar o cara também. Yoongi se arrependeu de apontar para o cara de amarelo, que agora terminava de agonizar no chão. Se ele soubesse que o bandido iria atirar sem nem falar com o homem primeiro, ele não teria contado.
— Tu tá com pena deles, playboy? — Taemin perguntou indignado e dessa vez ele olhou para Yoongi ao falar com ele. — Você acha que eles iriam ter pena de você?
Taemin baixou a arma e virou de frente para Yoongi. Levantou a mão em um movimento rápido e segurou o queixo dele para o olhar nos olhos. Aqueles olhos frios estavam com uma faísca de ódio nas pupilas dilatadas dele.
— Eu salvei a sua vida, caralho.
— Eu sei, Taemin... Obrigado! Muito obrigado. — Yoongi agradeceu sincero.
— Eu vou matar eles com você falando ou não. Porque eles são conhecidos daqui e eu não aceito que roubem ou estuprem na minha favela. Eles vão morrer de qualquer forma, você entendeu?
Yoongi assentiu com a cabeça.
— Ou eu mato agora com um tiro rápido, ou eu deixo meus homens cuidarem disso e eles viram fogueira de pneus durante a madrugada.
O playboy arregalou os olhos, pois ele achava que isso de queimar pessoas em pneus era coisa de filme. Ele piscou algumas vezes e assentiu para o chefe do morro.
— Taemin... Malvadão, nem sei mais... É o seu morro. É você que decide quem vive e quem morre. — Yoongi respondeu o encarando.
Taemin ergueu as sobrancelhas e sorriu surpreso.
— Nossa, playboy... Agora eu gostei. É isso mesmo, sou eu quem decide. Fala pra mim o que o cara do canivete falou pra você.
— Ele disse pra eu entregar o celular e ficar parado senão ele iria me furar... — Yoongi contou receoso.
Taemin olhou para o chão e se virou erguendo novamente o revolver e apontando para o cara. Ele subiu a mira da arma da barriga para o rosto do homem, que agora implorava pela vida.
— É mentira! Eu não falei nada disso!
Tiro.
Taemin acertou o disparo entre os olhos do homem que, diferente do amigo de amarelo, morreu na hora. Despencou no chão já completamente inerte e sem vida.
O terceiro homem estava em desespero agora, e se ajoelhou pedindo para ser poupado. Taemin apontou a arma para ele, mas Yoongi tocou no antebraço do dono da boca e baixou a mão com o revolver.
— Acredita em mim? Esse não fez nada. — Yoongi falou.
— Ele não te ameaçou?
— Não, juro pra você. E eu acredito que ver os amigos morrerem deve ter feito ele repensar as atitudes. Dá outra chance pra ele... — Yoongi pediu puxando a manga do casaco do traficante e Taemin o olhou nos olhos por alguns segundos avaliando se deveria ou não dar ouvidos àquele playboy, que nem sequer pertencia àquele lugar.
— Sabe de uma coisa? Você me amoleceu. — Taemin sorriu com os lábios para Yoongi. — Jorge! Quantos ladrões eu já poupei aqui no morro?
Taemin gritou virando a cabeça em direção ao carro que aguardava com a porta aberta. E o motorista se abaixou no banco do passageiro para olhar para eles e responder.
— Nenhum, senhor.
— Viu? Você acabou de me fazer poupar o primeiro ladrão. — Ele falou para Yoongi. Depois olhou para o cara que chorava de joelhos e disse: — Some antes que eu mude de ideia e endureça de novo.
O homem levantou e correu, deixando os corpos dos amigos para trás. Taemin então olhou para Yoongi com os olhos faiscando.
— Você tentou fugir de mim. E olha onde isso te levou.
Yoongi abriu a boca para responder algo, mas nada saiu. Estava com vergonha, mas também estava com medo daquele olhar furioso do Malvadão.
Taemin passou a mão nos cabelos loiros, se afastando meio segundo, respirando fundo.
— Eu devia deixar você aqui, pra aprender. Mas não vou.
Ele puxou o riquinho com força, passando o braço pelo ombro dele como se o acolhesse.
— Porque mesmo quando me irrita... Você ainda é meu.
Taemin apontou para o carro, o mandando entrar. O playboy obedeceu e Taemin entrou no banco traseiro junto com ele. Jorge ligou o carro para sair dali, e os outros dois capangas de Taemin que estavam com eles, ficaram para trás para dar fim aos corpos.
Taemin colocou a mão na coxa de Yoongi e apertou, fazendo o playboy olhar para ele. Ele então aproximou o rosto até quase o beijar.
— Por que você fugiu? — A voz de Taemin saiu gelada.
— Eu estava com medo. Me perdoa. — Yoongi respondeu.
— E se eu não tivesse chegado? Eu ia encontrar seu corpo de manhã na vala? — O bandido perguntou sério.
— Você acha que iam me matar?
— Eu não acho, eu sei que iam.
— Obrigado por ter aparecido! — Yoongi agradeceu verdadeiramente. — De verdade! Eu juro que eu me arrependi antes mesmo de você chegar e fiquei torcendo para que você me encontrasse de alguma forma. Eu juro.
Taemin sorriu e bufou pelo nariz. Meteu a mão na barriga de Yoongi por baixo da camisa e tocou a pele dele, enquanto cheirou a orelha suspirando contra ela.
O riquinho sentiu um arrepio e uma vontade louca de fechar os olhos e se entregar para ele, ali mesmo enquanto Jorge dirigia. A ponta dos dedos do Malvadão correram pela lateral do corpo dele, quando o loiro tocou o seu pescoço com os lábios e o chupou lentamente usando a língua.
Yoongi deixou um gemidinho escapar, e talvez tenha sido pela fisgada no saco que ele sentiu nesse momento. Apenas usando uma mão e a boca, Taemin tinha feito ele se derreter inteiro naquele carro... Yoongi queria ficar com ele, agora era oficial, ele precisava daquilo.
Yoongi colocou a mão na coxa de Taemin e a deslizou subindo até a virilha dele, sentindo a arma bonita (e natural) que ele carregava ali. O traficante fez o mesmo, tirou a mão que tocava a barriga de Yoongi, e a desceu até o pau dele.
O playboy gemeu e instantaneamente se preocupou por Jorge ter ouvido. Mas como a reação do motorista foi neutra, Yoongi imaginou que ele já viu Taemin agarrando muitas pessoas naquele carro.
— Taemin... — Yoongi murmurou sentindo os beijos de Taemin no seu pescoço, orelha e lábios. — Por favor...
— Por favor o que? Vai me pedir pra parar?
— Não...
Eles estavam suando. O coração batia forte pela adrenalina com os bandidos no beco e pelo tesão. Tinha sido muita coisa de uma só vez.
— Por favor o que então? — Taemin perguntou esfregando o nariz na bochecha dele.
— Eu quero transar com você...
— Você quer, branquinho? — Ele sussurrou baixo contra o ouvido dele, quase ronronando como um gato. — Você não tem mais medo de mim agora?
Taemin segurou o rosto dele com o polegar no queixo, e passou a beijar os lábios do riquinho devagar, que retribuiu aquele beijo gostoso no mesmo ritmo.
A mão de Taemin continuava apertando e massageando o pau de Yoongi por cima da roupa. E o riquinho fazia o mesmo, quase masturbando o bandido naquele carro.
— Não tenho medo. — Yoongi respondeu descolando os lábios dos de Taemin.
— Então pede pro Malvadão o que você quer. — Taemin pediu manso, louco de vontade de ouvir as palavras saírem da boca daquele menino rico e bem criado.
— Fode comigo, Malvadão.
— Foder?
— Sim... — Yoongi avançou e tomou o pescoço de Taemin com sua boca. Aquele pescoço longo e bonito dele, que já chamou a atenção de Yoongi desde a primeira vez que ele o viu sem camisa.
Taemin deixou um gemido escapar pelos lábios carnudos ao sentir a boca de Yoongi em seu pescoço e a mão dele em seu pau. O playboy sentiu o corpo dele estremecer e teve certeza que tinha o surpreendido naquele momento.
— É que... Eu não pensei que garotos como você falassem palavras como essa... "foder". — Taemin arfou durante a frase. O clima esquentou muito para ele.
— Tem muitas coisas que você não sabe que "garotos como eu" fazem...
— Jorge... Direto pra minha casa. — Taemin arfou para o motorista, ele assentiu e fez uma curva com o veículo.
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